[Resenha] Quem é você Alasca? - John Green

5 de setembro de 2019

Depois de tanto ouvir falar em John Green e na sua ótima escrita, e de ter lido "A culpa é das estrelas" que não entrou para a lista dos melhores livros que já li, mas me simpatizei pela narrativa de John, e foi aí que decidi comprar "Quem é você Alasca?", ouvi vários comentários positivos e negativos, pessoas falando que foi o melhor livro do John Green, que adorou a personagem Alasca, e por ai vai, só sei que minha opinião caiu para o negativo depois que li este livro. 

Talvez neste momento quem esteja lendo este post vai dizer com assim, ela odiou o livro, não, eu não odiei completamente o livro na verdade me apaixonei pelo Miles, mas não pela Alasca.


Sinopse: "Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez."

A história do livro te faz refletir sobre muitas coisas, o vício do Miles de colecionar citações e últimas palavras de grandes personalidades da história realmente me encantou e seu jeito fofo e a forma com ele realmente gosta da Alasca, e o fato do John tecer uma narrativa sem deixar pontas soltas foi uma das coisas boas do livro, os capítulos serem divididos entre "Antes" e o "depois" de um fato que aconteceu, deixou o livro ainda mais fácil de se compreender. 

Só que o meu problema foi a Alasca, sabe quando você não consegue se identificar com um personagem ou não gostar de suas atitudes idiotas mesmo quando o personagem principal no caso o Miles se apaixona por esse personagem, acho que a história foi perfeita, mas mesmo a Alasca sendo misteriosa e enigmática, ela não me encantou, é pronto.

Quem é você Alasca? e um livro comum, mas consegue ser único, acho que John Green poderia ser considerado o autor de boas reflexões, mas sem deixar ser monótono ou chato, com suas frases de efeitos, ele nos comove, ainda que eu considere isso uma marca registrada deste autor que em "A culpa é das estrelas" tem muitas frases como a que encontramos neste livro. Recomendo para que cada um leia e tire suas próprias conclusões.


"Porque não podemos prolongar para sempre esse tipo de coisa. Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados." - Capítulo 'cento e vinte e oito dias antes'. Pag. 7
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Samantha Silva

futura historiadora. Criadora de conteúdo desde 2014 no Blog Samantha Silva. Aqui vocês encontram indicações literárias, resenha, curiosidades e fatos históricos é muito mais!

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