O filme “A Culpa é das Estrelas” do autor John Green, estreio nos cinemas a algum tempo, o filme que tem nos papéis principais a atriz Shailene Woodley e o ator Ansel Elgort. Devido ao sucesso do filme, eu decidi fazer uma resenha do livro que eu tinha lido a algum tempo atrás, bem antes de se falar em um possível filme para as telonas.
Apenas uma questão: Minha opinião é bem diferente da maioria das pessoas que já leram o livro, então não fiquei chateado caso você não veja uma resenha dizendo o quão maravilhoso o livro é, por que na minha humilde opinião não é. O autor John Green sabe escrever e emocionar muito bem, tudo isso é indiscutível.
O livro é narrado pelo ponto de vista da Hazel, tem um leve toque descontraído de conversar e seus pensamentos torna a leitura muito agradável e flui muito bem. Só que a emoção que muitas pessoas descrevem, imaginei terminado o livro em lágrimas, do mesmo modo que aconteceu quando li “Before I Die”. E não, isso não me aconteceu. O livro é bom, recomendo para todos que me pergunta se ele é bom, mas ao contrário de muitas garotas não achei a leitura tão emocionante.
E a chatice de ter que carregar um cilindro de oxigênio para todos os lados, o que tornou algumas cenas meio estranhas. Mas então ela conhecer o Gus, o personagem que me manteve na leitura ávida do livro, ele é lindo e tem seu próprio sofrimento para lidar, tendo perdido uma perna pelo câncer. Ele é fofo, e conhece a Hazel em um grupo de apoio, daí nasce o relacionamento dos dois.
O que amei no livro foi a força que a Hazel tem (ou finge ter), se preocupando com os outros mais do que consigo mesma, afinal ter que lidar com a possível morte a qualquer momento e ainda sim se preocupar se o outro e quem vai sofrer e muito para lidar, com um humor é ótimas dose de ironia, tornou a Hazel um dos poucos personagens feminino que me cativou, porém não me apaixonei completamente pela personagem, no entanto, não torna o livro uma grande leitura por que faltou muito, mas compensou em um Gus inteligente e muito cativante, tornando as interações melhor.
A história é bastante emocionante, mas ainda muito fácil de ver em outros livros, a escrita de John e ótima, mas não o torna um dos meus autores preferidos, ainda, mas depois de ter lido “Quem é você Alasca?”, cujo livro me decepcionou um pouco, talvez o “O Teorema de Katherine” pudesse mudar a minha visão de John Green, mas até este momento ele ainda é um autor previsível e pouco criativo em suas escritas. Afinal eu ri ao ler o livro, a Hazel e o Gus mostraram em cada página sobre superação que muitos portadores de câncer têm que ter, bem com as vitórias, e infelizmente as derrotas. E foi isso que me deu aquela vontade de ler o livro, por que apesar do amor, ele não pode curar um câncer, mas da esperança.


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