A História não é feita apenas por Homens, mas também por mulheres que com sua vida fizeram a diferença por suas lutas é ideais. Por isso, vamos conhecer a mulher por trás da História com Olga Benário Prestes.
A Mulher por Trás da Figura
Olga Benário nasceu em Munique na Alemanha, em 12 de Fevereiro de 1908. Comunista alemã de origem judaica, Olga foi uma militante. Aos quinze anos ela junta-se a uma organização juvenil de Partido Comunista Alemão. Em pouco tempo, muda-se para Berlim, devido a conflitos de ideologias com seu Pai, Leo Benário.
Jovem e revolucionária, como disse uma vez Che Guevara: "Ser jovem e não ser Revolucionário é uma contradição genética". Olga é presa em 1926, aos dezoito anos, acusada de agitação contra a República de Weimar. Uma vez presa, era constantemente interrogada para dar informações sobre seu namorado, na época, Otto Braun. E devido a está relação que Benário, vai tornar-se uma das figuras mais procuradas na Alemanha, devido ao ataque que será realizado a prisão de Moabit, onde Otto estava preso, com ordens do Partido, planejou o ataque.
Sendo assim, acusada de alta traição e notando que sua vida agora corria risco, ela foge para a União Soviética por meio da utilização de documentos falsos. Na cidade de Moscou, Olga era bastante elogiada por sua militância e rapidamente subiu na hierarquia do Partido Comunista da União Soviética. No país, Olga recebeu formação intelectual e em teoria marxista, assim como treinamento militar. Porém, em 1934 a vida dela mudaria completamente, Olga receberia a missão de escoltar o revolucionário Luís Carlos Prestes até o Brasil. Figura conhecida no Brasil, por atuar na Coluna Prestes.
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A Vinda de Olga Benário ao Brasil
Como o objetivo era garantir a segurança de Prestes, Olga planejou a viagem ao Brasil com todo cuidado para não deixar rastros. Durante a viagem, ela passou-se como esposa de Prestes, onde os dois estariam em uma lua de mel. A vinda de Luís Carlos Prestes para o Brasil aconteceu devido aos interesses de Moscou em realizar uma revolução á esquerda no Brasil. Sendo está revolução organizada por Prestes a frente da Aliança Nacional Libertadora (ANL). O intuito era derrubar o então governo de Getúlio Vargas. No entanto, a farsa envolta do disfarce de ambos, tornou-se verdadeira, pois os dois se apaixonaram. Chegando ao Brasil, Prestes organizou a Intentona Comunista em 1935. Porém, tal ação que envolvia várias cidades brasileiras como, Recife, Rio de Janeiro e Natal., fracassou e tanto Prestes quando Olga em março de 1936 foram presos. Neste dado momento, Olga estava grávida. Ela anuncia a gravidez e que o pai de sua filha era Prestes. Presa e torturada para que desse informações sobre os grupos comunistas existentes no Brasil. Como Olga não colaborou, Vargas decidiu por sua deportação para a Alemanha.
A prisão e morte de Olga
Com a derrota dos levantes de novembro de 1935, Luiz Carlos Prestes passou a ser caçado a mando do governo de Vargas. Olga e Prestes foram presos em março de 1936. Logo após a prisão, Olga anunciou que estava grávida. Os dois negaram-se a dar qualquer tipo de informação para a polícia brasileira, e o governo autorizou a deportação de Olga para a Alemanha.
Sua deportação foi autorizada e Olga Benário Prestes é enviada para a Alemanha Nazista, mesmo ela estando grávida de sete meses e sendo judia. Sua chegada na Alemanha aconteceu em outubro de 1936, onde foi enviada para uma prisão feminina. Será nesta prisão que nascerá sua filha Anita Leocádia Prestes. Após meses de pressão internacional, o governo da Alemanha aceitou entregar a filha de Olga para a mãe de Prestes. E isto, somente aconteceu quando Anita estava com um ano e dois meses.
Houve também uma campanha internacional pela libertação de Olga, porém o governo negou-se a liberta porque ela era comunista e judia. Posteriormente ela foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg e, depois para outro em Ravensbruck. Onde foi submetida a trabalho escravo, torturas e privações. Em 1942, Olga é transferida para o campo de concentração de Bernburg, onde seria morta aos 34 anos, na câmara de gás. A família e Prestes só ficaram sabendo de sua morte após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945. Sua filha, tornou-se historiadora e afirmou em sua obra "Homenagem a Olga Benário Prestes, minha mãe" que Olga não tinha nenhum outra função além de garantir a proteção e segurança de Luís Carlos Prestes. Embora tenha participado de todas as reuniões politicas realizadas por Prestes, ela não teve participação em qualquer elaboração e tomada de decisões dos rumos políticos realizados por Prestes a frente da ANL.
Fontes: PRESTES, Anita Leocádia. Homenagem a Olga Benário Prestes, minha mãe.FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.
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