O que torna “O Pequeno Príncipe” uma história extraordinária é única? Esta era a pergunta que sempre me vinha a mente, e que cuja leitura me deu a resposta.
Publicado pela primeira vez em 1942 nos Estados Unidos e, três anos mais tarde, na França, "O Pequeno Príncipe" tornou-se obra de apelo universal, um clássico moderno traduzido para mais de oitenta idiomas. Suas páginas abrigam valiosas lições sobre a solidão, a amizade, o tempo, a vida e a morte, compartilhadas conosco por meio do pequeno habitante do asteroide B 612. Apesar de escrito e narrado por um adulto, "O Pequeno Príncipe" se dirige, desde suas primeiras linhas, às crianças. É, na verdade, uma ode à infância, uma delicada viagem a esse planeta que aos poucos abandonamos, vivendo em prol das nossas vaidades, vícios, obrigações, números e demais coisas "sérias e importantes". Deixe-se conquistar pela fábula atemporal de Antoine de Saint-Exupéry e acompanhe o pequeno príncipe em sua jornada rumo ao nosso planeta. Lembre-se apenas de fechar um pouco os olhos e abrir bem o coração. Pois o essencial, como nos têm ensinado o pequeno príncipe e sua amiga raposa, por mais de setenta anos, é invisível aos olhos.
Editora: Agir | 93 páginas | Ano: | Onde comprar: Saraiva, Submarino e Amazon | Classificação: 5/5 ♥
O que faz a leitura ser inesquecível ao leitor? Sua veracidade, sua fluida narrativa ou os personagens? Cada momento desta fábula / parábola, eu questionava antes o meu desejo por está obra que remete ao leitor aquele momento preso nas palavras do pequeno principezinho. Está é uma obra rara que traz em sua trama um diálogo com a criança que um dia fomos, por isso, não o vejo mais como um livro infantil, como o próprio Antoine De Saint – Exupéry salienta: “não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância”.
O Pequeno Príncipe não é uma leitura que indicaria para crianças, a abordagem do livro e suas questões são filosóficas que trazem a relação do individuo com a perda da inocência a medida em que a vida adulta vai deixando a criança que um dia foi para trás. Além é claro, de nos ensinar a dar valor as pequenas coisas, que o comportamento adulto é muitas vezes vaidoso, autoritário, preguiçoso e tudo isso, em figuras de personagens que lustram bem a forma como ao crescer nós tornamos. No entanto, pode ser agradável ao publico infantil pelas ilustrações e por ser uma leitura de personagens carismáticos. Embora a sua fabula, creio eu, uma criança posso não compreender.
“– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.”
Esta é uma obra sobre a vida, para você refletir sobre, sendo está a minha resposta para a minha inicial pergunta: Porque és tão extraordinário pequeno príncipe? Porque em sua narrativa somos confrontados, somos desafiados a olhar para dentro de nós mesmos. Da criança que um dia fomos e do ser humano que nos tornamos, o autor nos faz refletir, num dado momento, quando o Príncipe dialoga com a raposa sobre o importante, o que realmente é importante na vida.
“- Adeus disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos” (página. 72)

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