O cine História de todas as suas sextas-feiras traz o drama biográfico da diretora Sofia Coppola, “Maria Antonieta”. Que volta a trabalhar com Kirsten Dunst após “As Virgens Suicidas” (2000).
Maria Antonieta de Coppola é baseado na obra biográfica da escritora Antonia Fraser que diferentemente da obra de Stefan Zweig –Marie Antoinette – Fraser apresentou uma Maria Antonieta mais humana. Já que o longa conta a história da última rainha da francesa vivida pela atriz Kirsten Dunst. Que após o casamento arranjado para uma união franco – austríaca, entre Luís XVI (Jason Schwartzman) e Antonieta que aos 13 anos cassasse e vai viver na corte de Versalhes.
Onde muito menina, é envolvida em uma rede de fofocas e disputas familiares. Dentro deste cenário ela busca viver sua juventude, no entanto a revolução explode na França, passando assim, por turbulências e críticas, perdendo um filho em plena Revolução Francesa e consequentemente sendo condenada e destituída junto com Luís do trono da França.
Maria Antonieta é um longo visualmente bonito, com uma fotografia impecável e com um olhar mais moderno de Sofia Coppola sobre a história da rainha, e que não agradou a todos em Cannes (2009). Mais que, não perdeu o foco histórico quando a retratação de Maria Antonieta. A diretora trouxe um olhar mais humano e soube desenvolver a narrativa construindo o clima, se prendendo nos detalhes nas cenas, tem um momento onde a Maria Antonieta sem ter gerado nenhum herdeiro ainda ela entra no quarto e chora... Neste momento há um silencio, a câmera presa no rosto da atriz que se despedaça e se mostra frágil.
O filme da Sofia Coppola é um excelente retrato sobre a vida da última rainha da França, buscando abordar aspectos mais humano e menos estereotipado de como, e em muito ela é retrata. Coppola não a retratou como fútil, ou uma rainha que não soubesse o que acontecia a sua volta. Mais sim, como uma menina que tornasse rainha, mas que devido a influencias e a uma corte oposta à sua criação, se vê crescendo e modificando a medida em que Versalhes se apresenta aquela jovem menina. Assistam!
Curiosidade Histórica: Luís XVI demorou sete anos para consumar seu casamento com a rainha. O que fazia com que a permanecia dela na corte fosse algo delicado, já que a união podia ser anulada a qualquer momento.



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